eu não quero te namorar
03/06/2009
comédia romântica
15/05/2009
que tal completar 30 anos em pleno dia dos namorados (sem namorado e sem amigos, que estarão curtindo algum FONDUE da cidade), inverno (e invariavelmente chuvoso) e feriadão (quando os poucos amigos solteiros provavelmente vão viajar)? isso poderia ser um enredo de uma comédia romântica, se a mocinha conhecesse um homem incrível na cafeteria/descobrisse que é apaixonada pelo melhor amigo. mas era o que estava se desenhando ameaçadoramente para mim em menos de 30 dias.
NOT.
portanto, comprei ontem passagens para migrar para são paulo, para ficar bem longe desta pintura e, quem sabe, me dar bem.
e descubro que é o feriado da parada gay.
realmente, uma comédia. mas para romântica não serve.
primeiras impressões
19/04/2009
já fui uma namorada maluca. dessas que dão vexame e aparecem em reportagens da nova. aos 17 anos, derramei uma lata de azeite de oliva na camiseta do meu então namorado, que estava assinada pelos colegas – e PELAS colegas – do terceiro ano. o seguinte, aos 20, levou nada menos que um tapa, em plena festa, porque estava dançando de forma libidinosa com uma colega. e com ambos tive muitos outros quebra-paus pelas mais diversas razões.
depois disso, já solteira, comentei com um amigo que ia tratar o meu próximo namorado como amigo. a gente não faz grosserias com um amigo. não despeja as frustrações do dia nas costas dele. não cobra. então, concluí que esta seria a melhor maneira de levar um relacionamento. sem excessos e sem desespero.
e foi o que fiz – ou tentei fazer – no meu último relacionamento. foi difícil, já que, com ele, pela primeira vez ultrapassei a barreira da paixão – que, dizem, dura dois anos. foram quase seis, onde errei muito, mas sei que acertei muito mais. e também não fui 100% bem-sucedida, se levarmos em consideração que não estamos mais juntos.
estou numa fase de ler autores diferentes que me caem nas mãos. e tive uma grata surpresa com um livro de crônicas de um autor português que ganhei de um colega no jornal. o nome do cara – o escritor, não o colega – é joão pereira coutinho, e do livro, uma coletânea de crônicas publicadas na folha de s. paulo, av. paulista.
aproveitando o primeiro friozinho do ano, estava devorando as crônicas – que falam principalmente de dicas de autores, filmes, livros, músicas - com uma xícara de toddy light bem quentinha quando dou de cara com esse discurso:
O amor exige tempo e conhecimento. Exige, no fundo, o tempo e o conhecimento que a vida moderna de hoje não permite, e mais, não tolera: se podemos satisfazer todas as nossas necessidades materiais com uma ida ao shopping do bairro, exigimos dos outros igual eficácia. Os seres humanos são apenas produtos que usamos (ou recusamos) de acordo com as mais básicas conveniências. Procuramos continuamente e desesperamos continuamente porque confundimos o efêmero com o permanente, o material com o espiritual. A nossa frustração em encontrar o “amor verdadeiro” é apenas um clichê que esconde o essencial: o amor não é um produto que se compra para combinar com os móveis da sala. É uma arte que se cultiva. Profundamente. Demoradamente. (…) Primeiras impressões todos temos e perdemos. Mas o amor só é verdadeiro quando acontece à segunda vista.
ele estava falando de jane austin, orgulho e preconceito. mas podia estar falando de mim. sou daquelas que leva um milhão de anos para se apaixonar, se envolver. e também sou daquelas que tenta ressuscitar o que parece não ter mais jeito.
não entendo como se encerra um amor com outro. morro de inveja de quem consegue.
no deles também dói
30/01/2009
o medinho dos 30 (e 31, 32, 33 e por aí vai) não é privilégio das XX. eis que nas notícias que aparecem lá em cima do gmail surge esta matéria do uol esporte:
Aos 35 anos, artilheiro do Vitória pede para não ser chamado de vovô
Autor de três gols na goleada por 7 a 0 sobre o Poções, o experiente meia Jackson, que no próximo dia 23 de março completará 36 anos, fez um pedido à imprensa nesta quinta-feira. Ele pediu para não ser chamado de vovô. “Eu não gosto de ver as pessoas me chamando de vovô. Passo com meus filhos na rua e os torcedores me chamam de vovô. Eu não quero que as outras crianças que me encontram na rua me chamem desse jeito”, disse. “Nenhum preconceito, mas ainda não sou vovô. Aos 35 anos sei que ainda posso jogar muito”, declarou o meia.
men can be cruel.